Franquias, exclusões e assistência: o mapa das surpresas
Há decisões que parecem acertadas quando são tomadas.

O seguro automóvel é uma delas.
A pessoa pede uma ou duas simulações, olha para o valor, confirma que “tem o básico” e fecha o assunto. Durante algum tempo, tudo parece resolvido. O carro está seguro, a documentação está tratada e o tema sai da lista de preocupações. O problema é que muitas das surpresas no seguro automóvel não surgem na contratação. Surgem depois.
Surgem quando há um toque. Quando é preciso chamar assistência. Quando o carro fica imobilizado. Quando o dano não encaixa exatamente no que o cliente imaginava. Ou quando aparece uma despesa que não estava verdadeiramente antecipada.
É aí que entram três palavras que raramente são valorizadas no momento da escolha, mas que fazem toda a diferença quando surge um problema: franquias, exclusões e assistência.

Porque é que tantas surpresas nascem depois da contratação?
Porque a maioria das pessoas analisa propostas pelo lado mais visível e mais simples: o preço.
Mas o contrato de seguro não se resume ao valor a pagar. O contrato de seguro é o acordo pelo qual o segurador assume a cobertura de determinados riscos, comprometendo-se a satisfazer indemnizações ou a pagar o capital seguro em caso de sinistro, nos termos acordados.
Isto significa que o que interessa não é apenas pagar menos à partida; é perceber com rigor em que condições o contrato responde.

A parte menos apelativa costuma ser a mais importante
Quando alguém escolhe um seguro automóvel , tende a procurar o que está incluído. Mas, no seguro auto, a parte menos apelativa da proposta é muitas vezes a que mais pesa mais tarde:

  • a franquia aplicável;
  • as exclusões que limitam a cobertura;
  • as condições concretas da assistência em viagem;
  • os detalhes do apoio ao veículo, ao condutor e aos ocupantes.

Para além da responsabilidade civil obrigatória, o seguro automóvel pode incluir coberturas facultativas como danos próprios, assistência em viagem e proteção jurídica.

Franquia: o custo que continua a existir mesmo com seguro
A franquia é um dos conceitos mais conhecidos no seguro automóvel e, ao mesmo tempo, um dos menos bem ponderados. Uma proposta com prémio mais baixo pode parecer melhor à partida. Mas, se essa solução tiver uma franquia mais elevada, o esforço financeiro em caso de sinistro pode ser significativamente superior.

Por isso, a pergunta não deve ser apenas:
“Quanto custa por ano?”

Deve ser também:
“Quanto me pode custar do meu lado se houver um problema?”

A franquia deve ser lida à luz do condutor e do carro
Não faz sentido olhar para a franquia como um detalhe abstrato.
O peso real da franquia depende:

  • do tipo de carro;
  • do custo potencial de reparação;
  • da frequência de utilização;
  • do perfil do condutor;
  • do contexto em que o veículo circula.

Exclusões: o que fica de fora também faz parte da decisão
As exclusões são, talvez, a zona menos confortável da comparação. Mas são indispensáveis.
Assim, o documento de Informação sobre o Produto de Seguros deve sintetizar as coberturas, os capitais e também os principais riscos excluídos. Isso reforça a importância de ler a proposta com atenção antes de decidir. Escolher um seguro automóvel sem olhar para exclusões é comparar pela metade.

O problema não está em existirem exclusões. Está em não as considerar
Todo o contrato tem fronteiras. O seguro também. A existência de exclusões não é, por si só, um sinal de mau contrato. O que cria problema é não as integrar na decisão. Quando o cliente ignora esta parte da proposta, tende a construir uma expectativa mais ampla do que a realidade contratada.
É por isso que o arrependimento nasce muitas vezes daqui:

  • pensava que tinha mais proteção do que afinal tinha;
  • assumia que determinada situação estava enquadrada;
  • nunca tinha reparado que havia limites relevantes;
  • comparou pela aparência e não pela estrutura real da proposta.

Assistência em viagem: parece simples, mas não é um tema menor
A assistência em viagem é uma daquelas expressões que toda a gente conhece e poucos analisam com profundidade. A assistência em viagem para o veículo seguro e seus passageiros abrange, em regra, em caso de avaria ou acidente, o reboque do veículo, o transporte de pessoas e bens e o fornecimento de outro veículo até ao final da viagem.   Mas é precisamente aqui que as diferenças entre propostas se tornam relevantes.

Porque é que a assistência pesa mais do que parece?
Porque há situações em que a assistência vale mais para o cliente do que a cobertura que, no papel, parece mais forte. Quem depende do carro todos os dias percebe isto com facilidade:

  • uma avaria fora de horas;
  • uma imobilização longe de casa;
  • um reboque em contexto de urgência;
  • a necessidade de garantir mobilidade para continuar o dia.

É nestes momentos que a assistência deixa de ser uma linha na proposta e passa a ser uma experiência concreta.

O que convém confirmar quando se fala em assistência
Há  perguntas que fazem sentido antes de decidir:

  • em que situações é acionada a assistência;
  • que tipo de apoio está previsto;
  • o que acontece com o veículo;
  • o que acontece com os ocupantes;
  • se existe apoio relevante em caso de imobilização;
  • se há veículo de substituição e em que condições.

O arrependimento nasce, muitas vezes, da comparação mal feita
Quando alguém diz que “o seguro parecia bom, mas afinal…”, o problema raramente está apenas no preço. Está quase sempre na forma como a decisão foi construída:

  • comparação apressada;
  • leitura superficial;
  • confiança excessiva na aparência da proposta;
  • ideia de que bastava garantir o essencial sem definir bem o que isso significava.

O papel do corretor é ajudar a ler o que o preço não mostra
Na corretagem de seguros, o valor da comparação não está em empilhar propostas. Está em contextualizá-las.
Quando o cliente olha apenas para o prémio, a decisão fica exposta a simplificações. Quando compara com apoio, passa a conseguir ler melhor:

  • onde está a diferença real;
  • o que pesa mais no seu contexto;
  • o que pode gerar surpresa depois;
  • e o que justifica, ou não, determinada diferença de preço.

O seguro automóvel não se escolhe apenas pelo que promete à partida. Escolhe-se também pelo que explica, pelo que limita e pelo modo como responde quando é preciso. Franquias, exclusões e assistência são três áreas onde muitas decisões aparentemente boas revelam fragilidades mais tarde. Não porque o cliente tenha feito uma escolha irracional, mas porque comparou sem toda a informação que realmente importava.

 

FAQ’s:

1) O que é a franquia no seguro automóvel ? – É o valor que fica a cargo do segurado em determinadas situações previstas na apólice, nomeadamente em coberturas facultativas como danos próprios. 

2) Uma proposta mais barata com franquia mais alta pode ser pior? – Pode ser menos ajustada, dependendo do perfil do condutor, do veículo e do uso do carro.

3) As exclusões devem ser lidas antes de contratar? –  Sim. A leitura dos principais riscos excluídos ajuda a evitar expectativas erradas sobre o que está ou não enquadrado no contrato.

4) A assistência em viagem é igual em todos os seguros auto? – Não necessariamente. O nome pode ser semelhante, mas as condições concretas podem variar.

5) Porque é que a assistência em viagem é tão importante? – Porque tem impacto direto no dia a dia quando há uma avaria, um acidente ou uma imobilização.

 6) Porque faz diferença analisar estes pontos com um corretor? – Porque o preço, por si só, não mostra toda a estrutura da solução.

 

 

O Futuro é com a SABSEG.

 

Todos os esforços neste artigo foram feitos para fornecer informações corretas e claras neste documento.
A SABSEG não é responsável pelas consequências de quaisquer atos ou decisões tomadas com base exclusivamente nas informações aqui contidas.
A SABSEG não tem a intenção de fornecer aconselhamento através deste documento, tratando-se apenas de um artigo informativo.

SABSEG – corretor de seguros SA. – corretor coletivo de seguros inscrito na ASF sob o n.º 607122741, com autorização para os ramos vida e não vida. A SABSEG não assume a cobertura de riscos. A empresa de seguros deu autorização para celebrar contratos em seu nome. A empresa de seguros deu autorização à SABSEG para receber prémios para lhe serem entregues. Esta informação não dispensa a consulta de informação contratual e pré contratual legalmente exigida.

Author